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10 de agosto de 2011
Cigarro, coca-cola, batata-frita e amor
E lá estávamos nós, cinco quase conhecidos, na mesa de um bar, todos tomando sua cerveja e eu a minha coca-cola gelada com gelo e limão em um copo definitivamente estranho e grande, mas eu adorei. Batata frita na mesa e um saleiro de onde não saia sal.
Cinco vidas diferentes, cinco bagagens distintas, mas uma única e fervorosa paixão: jornalismo.
E em meio a tragadas de cigarros do carinha ao lado que parecia mais um daqueles meus personagens favoritos das minhas histórias, palavras eram jogadas na mesa e nós cinco íamos a refazendo, a recolocando no lugar e chegando em algum acordo, ou não. As vezes as nossas opiniões não batiam, mas eram respeitadas.
Falávamos de tudo, desde a má remuneração do jornalista, até o projeto de lei para proibir o patrocínio do governo a show que tenham música que "difama" a mulher, e café... muito café.
Por que quem escreve é tão louco e alucinado assim por café? Aposto que é culpa da madrugada, madrugada que nos tira da cama e nos leva aos escritos. Talvez o café dê mais ânimo, força. Coragem, talvez.
A questão é que a coisa mais mágica e louca, ao mesmo tempo, é estar com um grupo de pessoas que amem a mesma coisa, que conversem sobre a mesma coisa, que respirem a mesma coisa.
É mágico.
Algo tão simples como a noite, pessoas quase conhecidas, batata-frita, cigarro e coca-cola, pode ser tonar tema de um conto qualquer, ou até de uma cena de filme.
Quem sabe?
ps: Hoje fazem dois anos que eu tenho o #Mpb, parabéns pra ele :)
E um MUITO OBRIGADA a todos que participaram e participam disso aqui.
Beijinho.
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