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30 de outubro de 2012

Pobres mortais

Me surpreendo com a capacidade que os humanos socialmente ativos tem de brilhar os olhos com coisas que não transformam ninguém em imortal. O tal do status pode levar muitos à loucura. É serio. Dá pra confiar nesse monte de gente que aparece dizendo que te ama só porque você fez aquele comercial de um creme dental? Pior são os que iniciam uma carreira de trabalho, como qualquer outra, e se acham especias e nem no chão querem pisar. Me enojo disso. Verdade. Acho que todo mundo tem o direito de ser reconhecido pelo trabalho, de ficar feliz e saltitante por isso... Mas cuidado para não perder a cabeça. Somos pobres humanos mortais.

14 de setembro de 2011

E o professor o que é? O verdeiro herói!


Nesta semana encontrei uma professora de escola pública. Ela parecia meio cansada, desanimada. Aos poucos começou a falar sobre a sua longa estrada na educação, 29 anos como educadora. Muitas lutas. Foi aí que confessou o cansaço, disse ser difícil nadar contra a maré. Estava por desistir de tentar ser diferente no meio de tanto educador desvalorizado que se deixava levar pela onda de empatia e "tanto faz".
Eu compreendo que deve ser difícil demais tentar dar o seu melhor quando o sistema te empurra a ser qualquer um, a não fazer diferença. A educação no nosso país está em sérios riscos, já faz tempo. Todo mundo sabe, todo mundo vê, mas nada é feito para mudar. Acredito eu que, para um país cheio de corrupção e malandros que querem se dar bem, o povo ser educado corretamente é um perigo. Claro, com a educação de qualidade vem também a crítica, o questionar, o saber os seus direitos e ir às ruas gritar por isso. Então é muito melhor para os "chefões" da sociedade que o povo continue passivo, que não se meta muito nos seus planos, que seja ignorante. Com isso não se tem valorização da escola pública, reconhecimento e condições de trabalho para o educador... E vira um ciclo forte e interrupto de falta de estrutura, professores desanimados, alunos desinteressados, cidadãos que não sabem o seu papel na sociedade, qualquer um no governo e o nosso dinheiro suado sendo roubado.
Mas eu me lembro sempre de algumas professoras que tive. Essas lutavam com as próprias mãos contra esse sistema imundo. Uma delas dizia sempre em sala de aula que o objetivo dela era fazer de nós alunos, cidadãos  ativos, críticos, vivos. Lutou contra colegas que queriam ficar no comodismo, lutou contra a falta de estrutura, arregaçou as próprias mangas pela melhoria do colégio em que trabalhava, chorou, pensou em desistir, mas percebeu que já tinha mexido com muitos de nós, e quando ela quis voltar, estávamos lá do lado dela e ela continuou.
Esse pequeno grupo de professoras que tive mudou a minha vida. Comecei a ver o mundo com os olhos de um questionador, comecei a indagar muitas coisas e comecei a fazer primeiro o que eu queria que os outros fizessem. Elas me fizeram lutar, mesmo que com palavras, por uma sociedade mais justa. Assim como esse grupo, sei que muitos outros educadores estão ai lutando no seu dia a dia pela diferença. E é um absurdo pessoas tão corajosas, tão inteligentes, tão cheias de vontades, os pais de todas as outras profissões, serem tão mal remunerados e tão pouco reconhecidos. É uma pena.
Enquanto todos nós não conseguimos mudar essa situação, peço encarecidamente a todos os educadores de escolas estaduais e municipais: não desistam. No meio de tanta dificuldade, tenham certeza que vocês já fizeram e continuam fazendo a diferença na vida de muita gente. Assim como fizeram na minha.
Coragem guerreiros, a sociedade precisa de vocês.

18 de março de 2010

Cabra marcado para morrer


RESUMO


Em fevereiro de 1964 inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens. Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira -- que até então vivia na clandestinidade -- e muitos dos outros camponeses que haviam atuado no filme antes brutalmente interrompido. (Leia o artigo todo aqui)



Na minha faculdade (Faculdade 2 de julho), há um projeto bastante bacana voltado para as áreas de comunicação social: o cine em debate. E ontem (17/03/2010) teve a abertura do projeto nesse semestre com o documentário de Eduardo Coutinho: Cabra Marcado para morrer.
O documentário é antigo como mostra o resumo aí em cima, e foi criado com o intuito de contar a história de João Pedro Teixeira, em 1964, mas as gravações foram interrompidas (à força) e em 1984 foi terminado.
Confesso que me surpreendi com o documentário. No começo eu não esperava muitas coisas. Mas ao longo dos minutos, quando fui percebendo a história de quem era contada meus olhos vidraram no telão e minha mente e coração ficaram cheios de lições.
A história é de um homem simples, camponês, que lutava pelos direitos da sua comunidade, homem que não se contentava em viver injustiçado, cidadão ativo, inventor de idéias.

Este homem foi ameaçado várias vezes pelos administradores, mas ele não esmoreceu! Como disse a sua viúva, Elizabete Teixeira, ele era firme, acreditava na luta!

"... posso até morrer lá na bala, mas é melhor do que morrer aqui de fome" (João Pedro Teixeira)


Em meio as cenas eu me perguntei: E eu? O que EU estou fazendo?
Poxa, um homem simples, mas que dava o seu melhor, fazia a diferença, mesmo caçado, ameaçado, ele não desistiu.

São nessas horas que me sinto acomodada, uma cidadã passiva.

Nessa sociedade, se quisermos algo melhor, temos que dar o nosso melhor, temos que fazer a diferença, assim como esse homem fez. Lutar, sem esmorecer, questionar, ser inventor de idéias...


E você? O que está fazendo?


@jessicatrabuco
www.formspring.me/jessicatrabuco

17 de março de 2010

Comunicação de massa na sociedade contemporânea


Na nossa sociedade atual, a comunicação de massa é de grande influência. Seja por rádio, jornal, TV, livro ou internet, as nossas convicções e certezas acabam sendo reforçadas ou embaçadas de acordo com o que nos é passado. Infelizmente, a maioria dos veículos de comunicação são dotados de interesses capitalistas, e para alcançar seus objetivos não se medem esforços para passar para a população, a origem do seu capital, algo que a prenda e a faça acreditar cegamente, sendo verdade ou não. Invés de tentar conscientizar a população, tornando-a crítica, muitos meios de comunicação de massa exageram na falta de ética e profissionalismo ao levar ao público notícias escandalosas e pontos de vista nada relevantes, fazendo algo sério e preocupante se tornar banal e normal para os ditos cidadãos.
Para os burgueses da sociedade é confortável que a população de classe média e pobre seja alimentada de conteúdo deplorável, já que assim ela não conseguirá ver as injustiças e problemas reais, enquanto eles continuam por colocar seu dinheiro na cueca.

Claro que é cada um que decide se deixar cegar por tais informações ou não. Mas como as pessoas poderão discernir uma coisa da outra se a sua base, a dita educação estadual ou municipal, não é sólida?
Nesse ciclo para fazer cidadãos passivos, os meios de comunicação, que deveriam acordar as pessoas para a realidade, na verdade, são mais uma ferramenta para os poderosos. E aqueles que tentam ser diferentes e honrar o seu verdadeiro objetivo, acabam caçados, como se no final fossem eles os verdadeiros culpados por essa enganação toda.
Parece que quando há dinheiro envolvido, raros são os que permanecem com a moral e o profissionalismo.



ps: E aí pessoal, tudo beleza? Bom, esse texto aqui foi o primeiro texto que eu fiz pra facul, e como é um tema de interesse geral, resolvi postar aqui.
Quanto ao post anterior, foi muito pessoal =x Normalmente meus contos tentam trazer uma mensagem e só, mas o que eu escrevi anteriormente foi uma espécie de desabafo.
Obrigada pelos comentários, vocês sempre uns amores *-*
Beijo!

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