4 de dezembro de 2011

#Blablabla


O que você espera de mim? Que eu seja um sucesso, bem sucedida, que as pessoas me olhem com outros olhos, que eu seja um exemplo, que eu seja perfeita, que eu não pule na água de roupas e que eu não chore nunca.
A verdade é que desde que nascemos somos envolvidos por uma capa de apostas que nem nós mesmos percebemos facilmente. Aí, aos poucos, os anos passando, a capa começa a pesar tanto, tanto, que ser o exemplo de ser humano passa ser a coisa mais importante na sua vida, acima de tudo. E até os seus planos e sonhos se tornam sufocantes. Porque acima de ser o que você sonha, existe a expectativa do mundo.
E o que é correto? O que é ser bom?

É fácil, e menos trabalhoso, que cresçamos aceitando o que a sociedade nos empurra 'guela' abaixo. No final morreremos e seremos mais um daqueles que seguiram pelo caminho que o mundo traçou. Mas e quanto à felicidade, ao gozar à vida? E quem disse que quando eu for só um nome, eu quero ter sido como qualquer outro? Eu não. Eu quero ter sido alguém que por ser humana e imperfeita, errou milhares de vezes querendo acertar, e que no final, apesar das dificuldades da vida, foi feliz e deixou histórias, que marcou uma época.
Não quero viver sozinha. Não quero me isolar no meu mundo. Não é isso. É que as vezes, depois de tantas turbulências, a gente acaba tendo medo de ter jogado no chão todas as expectativas do outro, e por mais que estejamos felizes com a nossa escolha, é difícil encarar a decepção do outro. Não é? As vezes um tempo só é necessário para conseguir colocar as coisas nos seus lugares.
A verdade é que os loucos, os questionadores, poetas, artistas, revolucionários, são os mais lembrados, apesar de na época deles terem sido destroçados e apedrejados. 

Mas quem é o certo, quem tem a razão?
Você, eu, a sociedade e suas leis, a natureza?
O que todos tem medo de admitir é que o objetivo de tudo isso não é um só que está predefinido, mas é algo que cada um deve escolher para si.
Viver não devia ser tão complicado. Devia ser gostoso, calmo.


3 comentários:

Gislãne Gonçalves disse...

São tantas indagações...e indignações nessa vida!

beijos
:)

. pamela moreno santiago disse...

Boa tarde.
Desculpe a intromissão, mas venho hoje divulgar meu projeto paralelo de resenhas literárias, sob o título de O Leitor.
Se puder participar, agradecemos desde já.
Obrigada pela atenção.
Pamela

Minne disse...

Quanto tempo, meu Deus, sinto muita falta de vir aqui sabe? É justamente por isso, as coisas que nos mandam fazer e automaticamente acabamos tendo de cumprir. E não sabe o quanto esse texto, o quanto esse tema me agradou. Tanto é ruim colocar todas as suas expectativas em alguém, quanto ser a pessoa de quem tanto se espera, é quase que involuntário, fazemos isso todo o tempo, algumas vezes até sem perceber, é típico do ser humano. Muitos tem medo de ficarem às margens da sociedade, é natural, vivemos num mundo onde a opinião alheia tem mais peso que realmente deveria ter, e se resolvemos sair das regras, fazer o que nos dá vontade, o que nós é bom, somos rotulados ainda mais, e apedrejados. Por isso há quem desista no meio desse caminho, há quem volte atrás e decida ser um robô moldado pela sociedade, mas há também quem decida seguir em frente, há quem fique ainda mais eufórico por esse tipo de liberdade, e que mesmo com tantas dificuldades, julgamentos e etc. tenha seu valor, ainda que anos depois. E esses eu admiro, admiro muito.