21 de janeiro de 2011

Meu papel

Achei que conseguiria.
"Vamos Alice, é fácil! Você já fez isso antes!"
Fiquei repetindo para mim mesma ao sair de casa.
A chuva veio de repente, era como se fosse um sinal.
Mas não estragaria nada, não suportaria desistir antes mesmo de dar uns 20 passos.
Queria ter pelo menos tentado, e tentei.
Tentei, tentei e tentei.
Quando se trata da felicidade de quem a gente ama e da nossa própria mesmo, temos que fazer esforços antes de desistir.
Mas e o que fazer se no primeiro ato, na grande hora, você se sente fora de cena, e mesmo de longe não quer mais fazer parte daquele papel? E se na hora, você quer ser você....? Melhorada, é claro, porque você também não consegue mais fazer o papel tão errado que estava fazendo.
Na hora de voltar, parei na rua, sentei em um banco e vi as coisas passarem por mim, procurei uma resposta, alguma explicação.
A chuva tinha ido embora e deixado um sol estranhamente forte à cima de mim, mantive o guarda-chuva aberto.As pessoas naquele momento, pareciam andar tão frenéticas para um lado e para o outro... Todos pareciam ter combinado de usar cores escuras, não havia nenhuma cor.
Foi então que passou por mim três garotas com roupas coloridas, verde-azul-lilás, e sorrisos que iam até a testa. Elas conversavam tão animadas, gargalhadas soltas, sonhos que escapavam em cada verso.
Acompanhei-as a cada passo.
E foi aí que vi a minha resposta.
Eu tinha errado em muitas coisas, queria consertar.... mas no fim, eu gostava da Alice que eu tinha me tornado.
Era esse o meu papel principal.



12 comentários:

Iara Moura disse...

É impossível ler esse post e não se identificar com uma certa insegurança que remete a mudanças e experiências que apesar de não serem fáceis, são o que deveriam ser; e a gente se transforma no que realmente deveríamos ser e no que, no fundo, sempre fomos.
Apesar de não ter tempo pra deixar sempre comentários eu leio tudo por aqui, seus posts são sempre ótimos.
Tenha um bom finde.
Beijos

Marii Magalhães disse...

Que lindo. Mas a vida é mesmo assim, no fim a gente se transforma no que tem que ser.

Adorei seu blog *--*

Beijos

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Se a transformação vier após muitas tentativas (e mesmo algumas quedas) já valeu muito a pena.


Parabéns pelo texto!

*

Erica Ferro disse...

Se a gente se gosta, admira a pessoa a quem nos tornamos, isso é o que importa. Ser fiel à nossa essência é o que interessa.

Belo texto, Jéssica.
Beijo!

Minne disse...

A gente muda, as circunstâncias mudam o tempo muda e todo o resto não é o mesmo nunca, mas temo que nos admirar e fazer o que é certo, como a Erica disse, nossa essência é o que importa. Lindo texto Jéssica, obrigada pelo comentário fofo lá no blog :*

Inercya disse...

Ah, cada um faz o seu papel, o que achar certo, mesmo se depois descobrir que era errado.
Gostei da história :)
;**

Larissa disse...

Às vezes até aqueles erros dos quais nos arrependemos e que queremos poder consertar, são em parte responsáveis por estarmos onde estamos, e por sermos pessoas, ao menos, um pouco melhores do que já fomos.

Erica Vittorazzi disse...

No meio para o final, sempre somos quem gostaríamos de ser... ainda bem!


Beijos

Jota disse...

Jéssica, se isso for verdadeiro vc chegou em um ponto crucial da sua vida. Reconhecer os erros é o ponto de partida da mudança. Concertá-los é que vai fazer com que vc melhore. Mas não esqueça que nisso tudo a felicidade e o estar bem consigo mesmo é o que deve ser principal.

Beijos, vlw pelas visitas

Gostei do visual do blog, simples e objetivo ;)

Lana, Pequena e Nana. disse...

"Mas não esqueça que nisso tudo a felicidade e o estar bem consigo mesmo é o que deve ser principal."

Faço minha as palavras de Jota.
Há muito a ser refletido aí... O significado pode ser muito profundo se for compreendido da forma correta.

Te amo ♥
Beijos

Wilian Bincoleto Wenzel disse...

Poxa, o que seríamos nós se não fossem os erros...

Alice encontrou a melhor das verdades. Parece que se encontrou, após caminhar por um labirinto que ela mesmo havia criado.

Belo texto! Bela mensagem, Jessica.!
Fico feliz por sua vida e pelo seu talento.

-- --

Obrigado por suas últimas visitas ao In.diferentee.

Fique bem.

Catita disse...

"Reconhecer o erro".O Jota está certo e esse é o princípio de tudo.Mas,nem sempre é fácil,é preciso humildade e força de vontade especialmente quando estamos completamente envolvidos e já não sabemos discernir. O errado passou a ser o certo para nós, a nossa consciência ficou cauterizada e surge uma luta interior. Por isso, não devemos desistir na primeira tentativa, precisamos nos esforçar em vencer os obstáculos e provar a nós mesmo se fizemos de tudo e se realmente estamos trilhando o melhor caminho.
Como diz a bíblia: "O portão é estreito". bjs menina e parabéns pelo seu talento.
Vc é mesmo muito especial.