7 de janeiro de 2010

Saudade



Eu estava lá, mas não estava.
Sabe quando só o corpo está em um lugar e sua mente está em Marte e em todos os outros planetas do nosso Sistema Solar?
Era assim que eu me sentia.
Eram os meus amigos sabe, aqueles que eu amava muito... eu estava feliz por estar ao lado deles. Estavam todos rindo, cantando aquelas nossas canções do colégio... eu tinha até me entregado a duas ou três canções mas não consegui me entregar inteiramente àquilo tudo.
Meu pensamento só ia para a mesma direção: àquela praça, naquele dia de lua cheia onde eu me perdia diante dos mais lindos olhos que já vi em toda a minha vida!
Não estou exagerando, eram olhos perfeitos assim como aquele sorriso. Era a única pessoa que conseguia fazer meu coração parar e bater ao mesmo tempo, que me fazia ter frio na barriga e sentir a pele queimar, que me fazia ter coragem e ao mesmo tempo ser a mais tímida.
Tinha uma semana que ele estava fora, e eu estava morrendo por dentro. Sentia falta de tudo... e pra mim até o ar da minha cidade estava sem graça porque não estava junto a ele o mar de quem eu amava.
O amor é algo muito estranho, tenha certeza disso. Mas é a coisa mais gostosa que se pode sentir.. nos transforma em pessoas melhores e o céu toda manhã não é mais azul.
Ontem mesmo eu parei numa vitrine que tinham alianças. Eu fiquei parada lá uns 20 minutos só tentando imaginar como ficariam nas nossas mãos... Eu sou uma grande besta, eu sei. Mas não consegui parar de pensar nisso, em como seria maravilhoso dormir e acordar sentindo aquele cheiro gostoso, tocando a sua pele.
De repente um tremor no meu bolso me fez voltar à Terra. Era uma mensagem no meu celular, mas era de um número desconhecido:

Gatinha, você vem sempre aqui? Te amo! ♥

Eu ri sem jeito e olhei pra trás, sabia quem era. Ele sempre brincava assim, como se não nos conhecêssemos... dizendo ele que conseguiria me conquistar no primeiro dia sem esforço nenhum, com uma cantada fraquinha dessas.
Lá estava ele, com aquele sorriso lindo e os olhos que brilhavam mais que a lua. Ele parou na minha frente e eu conseguir sentir aquele perfume que me deixava completamente louca:
- Menina, se eu te desse um beijo você ia me achar muito saidinho?
Ri e corei, ele sempre conseguia fazer isso, mesmo depois de tanto tempo.
Ele entendeu a resposta e logo matou aos poucos a minha saudade.

6 comentários:

Fernanda disse...

ah que bom né...e todas as meninas babam mesmo por alianças...

Henrique Miné disse...

Alianças são tão bregas =T

haha, mas o conto em si, eu adorei.

Acho que é o sonho de todos nós viver um amor assim né? *--*

beeeeeeeeeeeeeijos.

Matheus disse...

Aliança não tem inicio nem fim.. E quando a entregamos pra alguem.. acho q o intuito é esse.. que não seja marcado com inicio ou fim..
Digo que comecei a viver a partir do momento que conheci minha namorada.. e acho qe minha morte sera no dia em que nos separarmos, seja, pelas palavras, pelos atos, pela morte ou pela ausencia. nao so fisica, mas espiritual..

Me lembrei de muitas coisas lendooo..
Me senti nessa situação identica com minha ada e deuu friozinho na barriga.

beijos.

Juliane S. Rocha disse...

huaua
Que bonitinho!
Não há coisa melhor a isso...
É horrível ficar longe de quem amamos, nos faz lembrar a cada instante, e a saudade torna tudo um verdadeiro tédio.
Beijos...

Gu Paiva disse...

Saudade é um sentimento quase que cruel. Mas ao mesmo tempo, é gostoso - sei lá, eu acho. rs
E seu texto é lindo! *o*

Ana disse...

É como costumo dizer, saudade é um bicho que vive de fotossíntese.

Ao menos a minha é assim.